Baixar Vídeos

Para baixar vídeos postados

Cerimoniário

Uma introdução explicando a definição de cerimoniário na igreja

Função do Cerimoniário

Aqui você encontra uma descrição geral da função do Cerimoniário

SÍMBOLOS HISTÓRICOS DO PAPADO

Clique aqui e conheça alguns símbolos históricos do Papado

MONSENHOR GUIDO MARINI

Guido Marini é o Mestre Cerimoniário do vaticano, atual Cerimoniário do PAPA

Mostrando postagens com marcador Cerimoniários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cerimoniários. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Alguns dos símbolos históricos do papado


Conheça alguns símbolos históricos do papado:




O Anel do Pescador: anel de ouro em que está gravada a Barca de Pedro, símbolo da Igreja, e em volta dela, o nome do papa reinante. A primeira menção documentada ao Anel do Pescador é feita em 1265, em uma carta na qual o papa Clemente IV comenta que já era costume de sucessores de Pedro, bem anteriores a ele, gravar seu nome e a barca em seus documentos com um pouco de cera quente, sobre a qual era pressionado o anel. Quando o papa morre, seu Anel do Pescador é destruído pelo cardeal camerlengo, simbolizando-se o fim da autoridade do papa falecido e impedindo-se que outro venha utilize o anel indevidamente.






A Férula: espécie de bastão em forma de cruz, que representa o governo universal do papa. O pontífice a usa no lugar do báculo pastoral dos bispos e dos abades mitrados, que, lembrando o cajado de um pastor, simboliza a autoridade na diocese ou na abadia.





     

A Cadeira Gestatória ou Sédia Gestatória: trono papal portátil, carregado por doze homens chamados sediários ou palafreneiros, vestidos de vermelho com ornamentos dourados, e acompanhada por dois assistentes que levavam os flabelos, grandes leques de pena de avestruz que remontam ao século IV. Os flabelos eram usados pelos reis da antiguidade para afastar os insetos e passaram a representar a sua autoridade. A referência mais antiga à Sédia Gestatória é do ano 521. Foi abolida pelo papa São João XXIII.






O Pálio Pontifício: fita circular usada pelo papa sobre os paramentos litúrgicos, na missa ou em outras cerimônias, da qual descem duas faixas de 30cm cada, uma por sobre o peito e a outra pelas costas. Ornado com seis pequenas cruzes vermelhas, recorda o Preciosíssimo Sangue de Cristo e é preso por três agulhas que evocam os pregos com que Jesus foi crucificado. Os arcebispos usam um pálio mais simples.






O Fanon ou Fano: pequena capa de ombros, como dupla murça ou camalha de seda branca com listras douradas. É reservado ao papa nas missas pontificais e representa o escudo da fé que protege a Igreja. É de uso exclusivo do sumo pontífice. As faixas verticais do fanon, de cor dourada, representam a unidade e a indissolubilidade da Igreja latina e oriental.





Resultado de imagem para umbraculo liturgico    

O Manto: capa larga, originalmente vermelha, que passou a acompanhar as cores litúrgicas. O manto é bem maior do que o papa, que, ao sentar-se no trono, coloca seus pés sobre ele enquanto os assistentes o espraiam sobre os degraus do trono. A primeira referência ao uso do manto pontifício aparece em “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, escrita no século XIII.






O Umbráculo: guarda-chuva dourado e vermelha que os papas usavam para se proteger do sol. Passou a ser símbolo da vacância do papado e hoje é usado no escudo de armas do cardeal camerlengo, que administra a Igreja entre a morte de um papa e a entronização do seguinte.








Faldistório


Faldistório


Cerimoniários Mor auxiliando o Papa

Do que se trata

O faldistório é um pequeno banco, geralmente, sem encosto e dobrável. Seu nome vem
do Alemão "Faltstuhl". É coberto com seda e, de acordo com o tradicional uso, é coberta com um pano do ofício do dia e tem uma almofada de mesma cor. Se é usado pra ajoelhar pode ter ainda um pequeno apoio para os joelhos, também da cor da celebração. A origem do faldistório é provável pela comodidade de se ter um assento confortável próximo ao altar, quando não se tinha a cátedra. Ao lado do altar da igreja da abadia era comumente usado pelos abades. Já estava presente no rito romano nos século XIV.

Forma Ordinária do Rito Romano

Para ajoelhar:

Na forma ordinária do rito romano, o faldistória é usado pelos bispos quando precisam ajoelhar durante as celebrações:
  • para as ladainhas, fora de domingos, solenidades e tempo pascal;
  • nas leituras da Paixão, quando se que Ele expirou;
  • ao incensar o santíssimo antes da transladação na Quinta-feira Santa;
  • quando chega à capela da Reposição na mesma ocasião;
  • no natal e na anunciação, quando se durante o credo;
  • em outras ocasiões em que celebra.


Papa Bento XI ajoelhando-se durante o credo na Missa de Natal



Para sentar:

Considerando o uso das "sédias" na forma ordinária do rito romano, o bispo senta-se no faldistório apenas quando não possa executar o rito da sédia ou da cátedra. O faldistório pode ser usado:

  • Para bênção de abade, abadessa, consagração de virgens e afins;
  • Ordenações
  • Unção da Crisma;
  • etc.


Forma Extraordinária do Rito Romano

Para ajoelhar;

Basicamente as mesmas circunstâncias da forma ordinária.

Papa Pio XII


Para sentar:

Na forma extraordinária, algumas celebrações episcopais ou abaciais são celebradas do faldistório, isto é, o celebrante senta-se durante todo o tempo na missa exclusivamente no faldistório. Essas missas são chamadas de "pontificais ao faldistório" ou "pontificaleta".

Tais se celebrações são feitas quando o bispo celebra fora de sua catedral, quando o bispo não possui autorização para uso do trono de outro bispo, bispos auxiliares ao celebrar pontificalmente usam-se sempre do faldistório, usa-se ainda na sexta-feira santa.

Pode ainda ser usado em determinados ritos na celebração, como na forma ordinária.






Como pudemos ver, o faldistório é um dos muitos elementos que começaram a ser utilizados na liturgia por necessidade e passaram posteriormente a ser parte integrante do rito. É um elemento muito elegante da liturgia romana que precisa ser revalorizado, tanto em uma maior utilização quando pedem as rubricas, quanto na produção de belos faldistórios.



Catafalco


Catafalco ou Catafalque


Um Nome não muito conhecido na Igreja Católica porém bastante usado em algumas tradições do Brasil e do Mundo...
Cerimoniários servindo no Momento da incensação do Catafalco.

Nas missas celebradas com Catafalcos, a cor litúrgica usada é o Preto.


Denomina-se catafalco, o caixão e seus adornos, quando ele é deposto na Igreja para os ritos fúnebres, mormente missa de corpo presente.

A catafalco é uma sepultura quadro, elevada ou madeira ou caixão decorado com um cuidado que é usado em templos ou locais onde se realizam funerais ou enterros de corpo presente .

O catafalco é uma plataforma elevada alongada ou estrado onde os restos mortais de uma pessoa, quer diretamente sobre ela, ou dentro de um sarcófago, caixão ou a como são colocados, mas nesse caso, deixado aberto para que os restos sejam visíveis para os participantes da cerimônia. Este arranjo é feito durante as cerimônias de sepultamento anteriores para pagar funeral do falecido . O catafalco geralmente é decorada nas cores preto ou próprias do falecido, como no caso dos reis e papas, quando é decorado em vermelho. Da mesma forma, o corpo era coberto com traje funeral com o qual você vai enterrar -la .

No último dia 02 de Novembro de 2012, Dom Luciano Giovanetti, Bispo Emérito de Fiesole, celebrou a Missa Pontifical de Requiem na Forma Extraordinária do Rito Romano, por ocasião da Comemoração de Todos os Fieis Defuntos, na igreja de São Miguel e São Caetano, em Florença (Itália).


Como é característico na Forma Extraordinária, foi colocado diante do altar o catafalco (caixão vazio) ladeado de várias velas e, no final da celebração, foi feita a bênção do mesmo, utilizando-se a fórmula das Exéquias.






Abaixo, um breve vídeo da Missa Solene dos Fiéis Defuntos: Incensação do catafalco:


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Mestre Cerimoniário da Igreja Católica


Guido Marini


Monsenhor Guido Marini é atualmente Sacerdote e o Cerimoniário Oficial do Papa Francisco.


Este sacerdote de profundo zelo para com a Sagrada Liturgia, estudou no seminário arquidiocesano de Gênova e foi ordenado sacerdote em 4 de fevereiro de 1989. Doutourou-se em Direito Canônico – In Utroque Iure, na Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma e licenciou-se em ‘’Psicologia da Comunicação’’, pela Pontifícia Universidade Salesiana. Entre 1988 e 2003, exerceu o cargo de secretário particular dos arcebispos de Gênova: Cardeal Giovanni Canestri (1988-1995) e Cardeal Dionigi Tettamanzi (1995-2002) e do Cardeal Tarcísio Bertone (2002-2006). Acumulou o cargo de Mestre de Celebrações Litúrgicas dos cardeais Tettamanzi e Bertone e do arcebispo Angelo Bagnasco. É professor de Direito Canônico na seção de Gênova da faculdade de Teologia da Itália Setentrional e no Instituto Superior de Ciências Religiosas. Em 2004 foi nomeado diretor espiritual do seminário de Gênova.

Em 1 de outubro de 2007 foi nomeado, pelo Papa Bento XVI, Mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias, em substituição ao arcebispo Piero Marini (com o qual não tem qualquer parentesco), agora nomeado presidente do Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais. Segundo alguns vaticanistas a troca teria sido articulada entre o Papa e o Cardeal Tarcísio Bertone, para colocar no posto um clérigo mais afinado com linha a litúrgica do papa Bento XVI .(Cardeal Joseph Aloisius Ratzinger).


Ficheiro:Emblem of the Papacy SE.svg
Símbolo do Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice

O Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice (Officium de Liturgicis Celebrationibus Summi Pontificis) é um organismo da Cúria Romana responsável pela organização litúrgica das missas e de outros ritos litúrgicos presididos pelo Papa. É liderado por um mestre de cerimônias e tem em seu ofício, os cerimoniários pontifícios, os oficiais, os responsáveis da sacristia pontifícia e os demais consultores.

Atuais cerimoniários pontifícios

Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice


NomePeríodoNotas
Mestres
Mons. Guido Marini2007-Atual
Dom Piero Marini1987-2007
Dom John Magee1982-1987
Virgilio Cardeal Noé1970-1982
Dom Annibale Bugnini1967-1970
Enrico Cardeal Dante1947-1967
Carlo Respighi1918-1947
Francesco Riggi1902-1918

Referencia: wikipedia




No último dia 30 de janeiro o Monsenhor Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias celebrou 51 anos de vida!

Monsenhor Guido Marini
Guido Marini nasceu em 31 de janeiro de 1965 em Gênova, Itália. É mestre em Psicologia da Comunicação pela Pontifícia Universidade Salesiana e Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma. Foi ordenado sacerdote em 04 de fevereiro de 1989 para a Arquidiocese de Gênova.

Como sacerdote, foi secretário dos Arcebispos de Gênova: Cardeal Giovanni Canestri (1988 a 1995), Cardeal Dionigi Tettamanzi (1995 a 2002) e Cardeal Tarcisio Bertone (2002 a 2006). Desde o tempo do Cardeal Tettamanzi até 2007 foi também Mestre de Cerimônias da Arquidiocese.

Ordenação Presbiteral

Neste período foi ainda professor de Direito Canônico na Faculdade de Teologia da Itália Setentrional, Cônego do Cabido da Catedral de Gênova (desde 2002), Reitor da catedral São Lourenço (2003 a 2007) e Diretor Espiritual do Seminário da Arquidiocese (2004 a 2007).

Em 01 de outubro de 2007 o Papa Bento XVI nomeou o Padre Marini como Mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias, concedendo-lhe ao mesmo tempo o título de Monsenhor Prelado de Honra.

Monsenhor Marini com Bento XVI

Desde então, serviu aos Papas Bento XVI e Francisco, organizando as principais celebrações litúrgicas, em Roma ou durante as Viagens Apostólicas. Teve também importantes funções no Conclave que elegeu o Papa Francisco em 2013.

Mons. Marini fecha as portas da Capela Sistina para o Conclave de 2013

O Cerimonial dos Bispos apresenta no n. 35 as três principais qualidades de um bom cerimoniário: piedade, paciência e diligência. Podemos ver claramente estas qualidades no Monsenhor Marini, manifestas nas celebrações em que serve ao Santo Padre.

No site da Santa Sé podemos encontrar entrevistas e alguns textos de sua autoria. Recomendamos também seu livro “Liturgia - Mysterium salutis”, editado pela Paulus.

Mons. Marini com o Papa Francisco



Função geral do Cerimoniário


Com o objetivo de esclarecer dúvidas que provavelmente são comuns a vários dos nossos leitores, responderemos tal dúvida publicamente.

O que  é cerimoniário?
Cerimoniário é um dos ofícios da liturgia no rito romano, assim como os diáconos, os acólitos, o sacristão, etc. Sua função é fazer com que a celebração brilhe pelo decoro e ordem, para isso o cerimoniário deve trabalhar em íntima colaboração com o sacerdote celebrante e as demais pessoas que tem por função coordenar as diferentes partes da celebração: o sacristão, o regente do coro, o coordenador dos acólitos, etc.

O cerimoniário deve ser perfeito conhecedor da liturgia, suas leis e preceitos, sua história e sua natureza. Deve levar em conta na preparação e na execução da cerimônia, não apenas sua organização de forma prática, mas também o aspecto pastoral. Nao deve perder de vista a tradição litúrgica da Igreja universal e os pios costumes da Igreja particular.


Cerimoniário é a mesma coisa que Mestre de Cerimônias?
Não necessariamente. Mestre de Cerimônias é o primeiro dentre os cerimoniários. Geralmente as dioceses tem um mestre de cerimônias oficial, mas cada celebração pode ter seu mestre de cerimônias. No Vaticano, o Mons. Guido Marini é o mestre de cerimônias litúrgicas pontificais; além dele, existem outros onze cerimoniários.

Mons. Guido Marini (sexto da direita para a esquerda) com o colegio de cerimoniários do Sumo Pontífice em 2009


Quem pode ser cerimoniário?
Atualmente, não há nenhuma restrição acerca de quem possa ser cerimoniário, basta ser perfeito conhecedor da liturgia e suficientemente esclarecido acerca da necessidade pastoral. Podem ser presbíteros, diáconos ou leigos; existem casos até de um arcebispo desempenhando tal ofício.


Quantos devem ser os cerimoniários?
Não existe uma quantidade determinada de cerimoniários, mas sabe-se que não devem ser muitos, principalmente nas celebrações paroquiais. Afinal de contas, trata-se de um ministério que tem como principal função coordenar as diferentes partes da celebração; e não parece muito eficaz que em uma celebração haja mais pessoas coordenando do que exercendo outros ministérios.


Cerimoniário é Acólito?
Ainda que para muitos a diferença entre um e outro seja clara, cabe esclarecer a quem veja "cerimoniário" como um nome mais belo para a função de acólito. Acólitos, ainda que não instituídos, são todos aqueles que servem ao celebrante e os diáconos na missa; são os acólitos que exercem as funções de turiferário, naviculário, cruciferário, ceroferários, baculífero, mitrífero, librífero, etc.

Os cerimoniários são aqueles que coordenam as celebrações, não apenas os ministério dos acólitos, mas todas as suas partes. Apresentam-se, naturalmente, em numero muito inferior ao dos acólitos e desempenham papéis diferentes deles. Nada impede, entretanto, que alguém que sirva ordinariamente como acólito, oficie como cerimoniário nas ocasiões paroquiais mais solenes.


O que veste o cerimoniário?
O cerimonial dos bispos diz que o cerimoniário se veste com alva (pode ser acompanhado por alva e amito) ou com veste talar e sobrepeliz. Num ou noutro caso, seria conveniente que a veste dos cerimoniários se distinguissem, ao menos em algum detalhe da veste dos acólitos.

O cerimonial diz ainda que se quem exerce a função de cerimoniário for da ordem dos diáconos pode vestir-se da forma habitual para os diáconos oficiantes, com dalmática. Creio ser um pouco inapropriada esta vestimenta, pois a função dos diáconos é distinta da função dos cerimoniários, assim seria muito propício que se diferenciassem também pelas vestimentas.

Temos, ainda, o costume de, se o mestre de cerimônias é presbítero (ou, eventualmente, bispo), vista a estola para, junto com o presbitério e o bispo, confeccionar o crisma ou para o momento de impor as mãos durante a ordenação presbiteral.


Quais as funções do cerimoniário?
A função do cerimoniário deve iniciar-se bem antes da missa, verificando quais são os próprios da missa, quais partes serão cantadas, etc. Também é dever dos cerimoniários zelar para que algum possível livreto produzido para a celebração contenha os textos litúrgicos corretos e adequados àquela celebração.

Feito isso, combinar as funções com cada um daqueles que exerce algum ministério na celebração, por exemplo, se vamos usar o rito de bênção e aspersão de água benta, devemos avisar os acólitos para preparar a caldeira e o hissopo e os cantores para que cantem vidi aquam ou algum outro canto adequado para o rito de asperção.

Nas procissões, não existe um lugar definido para os cerimoniários, eles devem se dividir ao longo dela a fim de auxiliar na movimentação de todos os ministros. Podem se colocar à frente do turiferário, guiando a procissão; um pouco atrás do celebrante, principalmente se for bispo, para cuidar das insígnias; podem se colocar à frente do concelebrantes, guiando-os para seus lugares que são distintos dos outros ministros. Podem ainda auxiliar o celebrante a subir ou descer os degruas, se for necessário. Podem atuar ainda na procissão das oferendas e do evangelho.

Dois dos cerimoniários pontifícios acompanhando o papa, um pouco atrás na procissão de entrada


Cerimoniários auxiliando o papa a descer os degraus durante a missa pelos 50 anos da morte do Venerável Pio XII


Os cerimoniários podem auxiliar na incensação, segurando a casula do celebrante para que não toque no turíbulo. E mesmo que não se segure a casula, o mestre de cerimônias, junto com o primeiro diácono acompanha o celebrante na incensação do altar.

Resultado de imagem para cerimoniario ajudando bispo incensar altar
Cerimoniário auxiliando um bispo na incensação do altar


Mudam as páginas do missal, tanto quanto o librífero leva o livro até a cátedra, quanto no altar.

Mons. Guido Marini mudando as páginas do missal no altar


Mons. Guido Marini mudando as páginas do missal na sédia


É, também, função do cerimoniário por e retirar as insígnias do bispo e entregá-las aos acólitos-assistentes.

Retirando a mitra do papa


Não estando o cerimoniário realizando nenhuma outra função, deve-se ter um ou dois cerimoniários juntos do celebrante para lhe servir em pequenas funções ou resolver algum imprevisto que surja durante a celebração.


O que não é função do cerimoniário?


Os cerimoniários não devem tomar as funções dos diáconos ou dos acólitos. Não devem segurar as pontas do pluvial nas procissões, preparar o altar, incensar o celebrante ou o povo, purificar os vasos sagrados, portar o Santíssimo Sacramento, etc.



Existe algum manual para o cerimoniário?
Tendo em vista que o cerimoniário deve ser "perfeito conhecedor da sagrada liturgia", creio que produzir um manual, como se faz para os coroinhas, para os MECE, pode ser danoso ao exercício dessa função. Dois grandes documentos sobre liturgia que fornecem um material muito rico para o estudo litúrgico e são indispensáveis para qualquer cerimoniário são o Cerimonial dos Bispos e a Introdução Geral do Missal Romano. Mas o cerimoniário deve buscar outros documentos no exercício de sua função e manter-se sempre atualizado.


Um costume antigo
É costume antigo, presente na forma extroardinária que também se pode manter na forma ordinária, que tudo que o celebrante pegue, seja pelas mãos do cerimoniário e que, ao entregar ou beijar o objeto beije a mão do celebrante e o objeto. Ao entregar um objeto, beija primeiro o objeto e depois a mão, ao pegar, primeiro a mão e depois o objeto.

Um cerimoniário beijando a mão de Bento XVI ao pegar de volta o hissopo


Características de um bom Cerimoniário


discrição deve ser uma qualidade que todo coroinha / acólito - e não somente o cerimoniário - deve possuir. Sem ela você nunca conseguirá desempenhar satisfatoriamente sua função.
antecipação, característica do cerimoniário se dá quando ele se adianta a uma situação, ajudando para aprimorar alguma coisa ou impedindo que algo de ruim ou errado aconteça. Por exemplo, durante a missa haverá um batizado. Então você notou que o padre esqueceu o sacramentário. Cabe a você, como cerimoniário, ir a procura deste livro e estar com ele quando o celebrante precisar ou discretamente e em momento oportuno, entregá-lo ou colocá-lo próximo ao missal. Isto é antecipar-se.
 Imagem relacionada
Se você não se antecipar a situações como estas o que poderá acontecer?

  1. O padre irá lhe pedir o que estiver faltando. No entando, seria ótimo para você e para o seu grupo que, antes do padre pedi-lo, você já esteja com ele pronto para ser entregue;
  2. Chegará o momento de utilizar o objeto que está faltando, mas como não notou sua falta ou não foi buscar a tempo. Ficará, então, uma lacuna na celebração, até que o objeto seja entregue ao celebrante.
atenção, aliada a observação. A atenção nos permite estarmos sempre alerta, ou seja, atentos e prontos para qualquer ocasião que necessite da nossa intervenção.
Mas estas qualidades emanam do principal dom que um cerimoniário deve ter: o profundo conhecimento da Liturgia. Conhecer todo tipo de celebração, os momentos próprios da celebração que você estará escalado, saber o que acontecerá de diferente, enfim, estar consciente de toda a celebração que vocÊ ajudará a conduzir, são primordiais a esta função.

O que fazer para ser um bom cerimoniário?

  1. Ter uma vida intima de oração;
  2. Conhecer profundamente a liturgia e o tipo de celebração que você irá desempenhar a função;
  3. Chegar cerca de 30 minutos antes do início da celebração e caso necessite, converse com o celebrante a respeito dela;
  4. Esteja sempre atento a tudo que que o rodeia: preste bastante atenção ao celebrante, pois a qualquer momento ele pode precisar de sua ajuda e lhe chamar;
  5. Antecipe-se a qualquer situação / ocorrência;
  6. Seja discreto.

O que é ser Cerimoniário (uma introdução)


   Cerimoniário é o ministro, ordenado ou não, responsável pela organização das celebrações litúrgicas, entre elas a missa, na Igreja Católica. Para tal pode haver um, dois ou mesmo uma equipe de cerimoniários, sendo um deles o cerimoniário-mor e os demais cuidam de partes específicas da celebração. Não existe nenhuma necessidade de o cerimoniário, estar em preparação para o sacramento da ordem.



Página inicial